• São Mateus, 28/07/2026
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Dívida de R$ 600 motivou assassinato de comerciante em Viana, conclui Polícia Civil

Renan de Jesus Vicente foi indiciado como autor dos disparos que mataram Jonathan Carvalho dos Santos, de 35 anos. Segundo a Polícia Civil, a companheira dele também participou do crime ao fornecer a arma utilizada na execução


Dívida de R$ 600 motivou assassinato de comerciante em Viana, conclui Polícia Civil

A Polícia Civil concluiu que uma suposta dívida de aproximadamente R$ 600, envolvendo a negociação de um alto-falante, motivou o assassinato do comerciante Jonathan Carvalho dos Santos, de 35 anos, morto a tiros na madrugada do dia 14 de junho, no Parque Linear de Canaã, em Viana. A conclusão da investigação foi divulgada nesta terça-feira (28), com o indiciamento de um casal pelo crime.

Segundo a Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Viana, Renan de Jesus Vicente foi indiciado como autor dos disparos que mataram Jonathan. Já Sheyla Vitória de Oliveira, companheira do suspeito, foi indiciada por participação no homicídio, suspeita de instigar o crime e fornecer a arma utilizada na execução. Renan permanece preso, enquanto Sheyla responde ao processo em liberdade mediante medidas cautelares determinadas pela Justiça.

De acordo com a investigação, Renan fugiu para o Rio de Janeiro logo após o crime e foi localizado nove dias depois, quando chegava para trabalhar em uma empresa no bairro Tucum, em Cariacica. A perícia realizada no celular do investigado encontrou mensagens em que ele confessava o homicídio e cobrava a vítima pelo alto-falante dias antes do assassinato. Em uma das conversas, escreveu: "Fui lá atrás do meu alto-falante, onde o coelho tava. Ele deu sorte."

As investigações também apontaram que Sheyla teria entregue a arma utilizada no crime ao companheiro e ido ao encontro dele logo após o homicídio. Durante buscas na residência da mulher, em Nova Brasília, Cariacica, a Polícia Civil apreendeu uma pistola calibre .380 com numeração raspada, dois carregadores e munições. Segundo a corporação, o calibre é o mesmo das cápsulas encontradas na cena do crime, e a arma foi encaminhada para exame de microcomparação balística.

Imagens analisadas pela polícia mostram que Renan foi até o Parque Linear de Canaã após ver, pelas redes sociais, que Jonathan estava no local. Durante uma discussão por causa do equipamento de som, o suspeito sacou a arma e efetuou os disparos. Mesmo com a vítima caída, continuou atirando. Jonathan chegou a ser socorrido ao Pronto Atendimento de Arlindo Villaschi, mas não resistiu aos ferimentos.

Os dois investigados foram indiciados por homicídio qualificado por motivo fútil, motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima. Até a publicação desta reportagem, não houve manifestação da defesa dos investigados. O espaço permanece aberto para eventual posicionamento.


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